Como identificar necessidades para poder inovar

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inovarInovar: Identificar as necessidades do público é um ponto de partida chave para qualquer inovação

Inovar não consiste simplesmente em ter uma grande ideia e desenvolver um produto novo. A inovação é um processo que envolve várias etapas e que precisa estar alinhado com a estratégia de negócio da organização em que se situa. Nesse sentido, analisar o cenário e traçar caminhos com base nas previsões e objetivos da companhia é um passo crucial para que a inovação tenha sucesso.

Como explica Luiz Serafim, Head de Marketing da 3M, no livro “O poder da inovação”, “antes de iniciar qualquer programa, política ou estrutura voltada a inovação, é necessário um grande trabalho de análise estratégica”. Ou seja, a inovação precisa de um motivo para acontecer, ter um objetivo e um problema a resolver.

Identificar as necessidades do público é um ponto de partida chave para qualquer inovação. E, para esse trabalho, há uma série de ferramentas e estratégias que podem ser utilizadas. A pesquisa de mercado é a mais tradicional, mas há muito tempo já não é a mais eficiente nem a mais utilizada, embora continue desempenhando um papel muito importante por apontar caminhos a análises mais concentradas.

Como explica Serafim, “a orientação é renovar essas ferramentas e somá-las a novas formas de interação com seus clientes, preferencialmente de forma direta, explorando abordagens de pesquisa etnográfica ou antropológica, como entrevistas in loco e ‘programas de convivência com o cliente’, observação do comportamento dos clientes no ponto de consumo e criação de ambientes de simulação como ‘lojas-piloto’ e ‘casas do futuro'”.

No livro, Serafim cita os caso da Nestlé, Colgate-Palmolive e Unilever, que têm “respeitável histórico em alocar recursos para melhor entenderem seus consumidores em suas rotinas, as especificidades dos hábitos de consumo em cada região do país ou, ainda, em áreas de foco dentro de grandes cidades”.

O sabão Ala, da Unilever, por exemplo, é resultado de pesquisas profundas com mulheres das classes C e D no Norte e Nordeste do país. Na época, a empresa percebeu que muitas donas

de casa não utilizava sabão em pó porque era caro, mas estavam dispostas a comprá-lo se fosse mais barato.

Já a Procter & Gamble mantém o programa “Living It”, através do qual seus especialistas convivem diariamente com pessoas comuns de seu público-alvo, para entender suas rotinas e identificar oportunidades para soluções capazes de resolver os problemas percebidos através dessa observação.

E você: o que tem feito para identificar as necessidades do seu público?

 

Fonte: Administradores.com

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