Cada vez mais burocrática, exportação vira desafio para empresas

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pallet stacker truck at warehouseExportar no Brasil não é das tarefas mais fáceis de se fazer. Por conta de toda a burocracia e etapas necessárias, a espera pode ser de pelo menos 15 dias para que uma transação enfim possa ser concretizada. A constante mudança de regras também surge como outro obstáculo que dificulta cada vez mais o trabalho de empresários que tentam exportar.

Em linhas gerais, as etapas são:

Empresa deve se habilitar no Siscomex, sistema de rastreamento daReceita Federal.

Negociar com o comprador e elaborar um tipo de pré-contrato para dar segurança ao negócio.

Depois de concluída a negociação com o futuro cliente, deve-se acertar todos os detalhes de câmbio e apresentar uma série de documentos ao banco para poder receber pela venda.

Então, é preciso agilizar o registro da exportação, fatura internacional, nota fiscal e outros cinco documentos exigidos por algumas nações, como certificado de origem e qualidade, por exemplo.

Por fim, a empresa precisa de uma última checagem de papelada e documentação feita pela Receita, já no terminal de embarque, para finalmente despachar as mercadorias.
Com sorte, e com um bom despachante ou departamento especializado em comércio externo, o processo leva, em média, 15 dias.

Mas essa não é a realidade de muitos empreendedores brasileiros que tentam, por conta própria, entender toda a burocracia envolvida. Malu Rocha atua há 40 anos na fabricação de roupas de tricô para marcas nacionais. Tentando expandir sua atuação para outros países (nesse caso, tentando mandar uma primeira remessa de biquínis para a Austrália), ela está há dois meses “parada”, apenas buscando entender como funciona todo o processo de exportação.

“Desde a classificação fiscal, a natureza da operação que tem que ser a certa e o valor, você tem tirar nota fiscal em reais e a invoice é em dólar. Isso tem que casar pela cotação do dia. Então são dúvidas que vão surgindo na hora e que você fala ‘Meu Deus, qual que é o certo? Qual que não é o certo?‘”, conta a empresária.

 

Mudanças constantes

Além da preocupação em seguir todas as fases exigidas, o exportador ainda precisa estar atento às frequentes mudanças de regras.

Segundo afirma o diretor de negócios e comércio exterior da Thomson Reuters, Menotti Franceschini, “sem dúvida, quando falamos que a cada dia temos quatro mudanças que podem afetar o comércio exterior, é algo impactante que com certeza as empresas não vão conseguir seguir tudo que deveriam, sem uma estrutura muito grande para isso”.

Justamente montar uma estrutura própria para isso foi o que a Scania, montadora de caminhões e ônibus, presente em mais de 100 países, fez. A empresa tem um departamento exclusivo, com 280 funcionários, apenas para dar continuidade aos trâmites e tornar mais rápido os embarques de produtos.

“Eu acho que é um excesso e isso faz com que a gente tenha que ter uma estrutura de pessoas preparando, lendo, entendendo essas mudanças, analisando os impactos que essas mudanças trazem pro seu negócio, tudo isso acaba aumentando o nosso custo“, diz Fábio Castelo, vice-presidente de logística da Scania.

 

Fonte: blogskill.com.br

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